Brota de dentro de mim, de dentro do meu Ser, de dentro da seja Alma, seja espirito, seja o que for que lhe chamem, uma vontade animalesca de rebentar, de explodir, de caos, de destruição, de tudo, de vós,de nós, de mim, de ti, de Tudo, um ódio primário,algo de selvagem de mau mas... bom.. libertador.. Acalmado por... não sei o quê, que nome tem, se de conciência queres chamar, que seja, se for de força, seja, se for de fraquesa.. seja tb, mas guarda-me, guarda-te, guarda-vos, guarda-nos... e no entando é fraca..
Dor... mais... mais ...mais.. não pára, não dá treguas, não deixa de estar presente, não deixa de ser, de Ser, de estar, de ser vida dentro de mim, de ter vida dentro de mim. E no entanto chama por mais, chama por fora, chama por algo de mais fora de mim que seja mais forte do que por dentro. Algo entao chama por essa dor, chama por esse sofrimento, algo dentro de mim consciente, que quer seja por pena, por misericórdia, por compaixão, por dor, por ajudar, chama esse tormento externo, para que finalmente... isto dentro de mim cesse...
Vós fora de mim, fora do meu Ser, fora do meu ser, fora de tudo, completamente alienados ao que sou, ao que penso, ao que sinto, não compreendem.. não sentem não pensam, não veem.. Pensam que sou louco, que sou desviante, que tenho problemas que sou seja o que for...mas... são voces que me metem assim... são voces que me amarram a loucura, que me espancam, usam e me deixam a apodrecer num canto como uma fruta morta, como algo indesejado..
És forte, pois sangue ainda não escorre, ferida ainda não aberta...
Nem lágrimas escorrem mais..
O caos, a dor, a tormenta.. um torbilham de emoções que me invade e me castiga, por vezes consciente, as vezes à deriva sem norte dentro deste Ser estranho, que me faz sentir perdido e tonto. Navego... não, flutuo... não... naufrago sem costa e confuso no meio de mim, rodeado de tudo do caos e de nada um vazio profundo...
Não choro, não sai, não sente, não emociona... simplesmete olho para traz, para os cortes do passado, para as cicatrizes do presente... para os cortes do futuro... a rotina, o vulgar o normal, os ciclos atraz de ciclos, o não terminar de nada o não começar nada, o não ter tudo, o sentir de não ter nada...
E no fim.... Calma...








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